28/08/2013

Dinamarca, o primeiro dos países nórdicos

A minha viagem à Dinamarca aconteceu durante 2012, aproveitando a deslocação ao Festival Womex direcionado para a indústria musical particularmente de world music. Restringi a minha estadia à cidade de Copenhaga uma vez que não teria tantos dias assim, e aproveitei esses dias para observar e perceber como funciona a sociedade dinamarquesa de si tão organizada e colectiva. Obviamente recorri ao couchsurfing para viver a experiência em pleno, mas contactei também as duas Marie e a Naja que conheci enquanto viajava na Bolívia e que curiosamente estavam na capital aquando da minha viagem. Houve até direito a festa de Halloween. Perfeito!
Bom, a Dinamarca ao bom jeito nórdico é um país de elevado bem estar social, onde o nível de desigualdade social será certamente dos menores em todo o mundo. Há um profundo respeito pelo próximo e uma noção de comunidade que nem na Suíça assisti. Para terem uma ideia se numa empresa onde trabalham 500 pessoas existe um parque de estacionamento, quem chega primeiro estaciona mais longe para deixar livres os lugares mais próximos da entrada, fomentando assim a produtividade da empresa. Estão a imaginar isto acontecer em Portugal certo?! Apesar de ter um nível de vida consideravelmente superior ao nosso, é um país que está longe dos abusos de preços cometidos mais a Norte, nomeadamente na Noruega ou Finlândia, e como tal recomendo vivamente a sua visita. Quem sabe não aprendemos todos alguns comportamentos salutares. Não se esqueçam que a moeda é diferente, têm de cambiar à chegada ao país. O mais complexo é de facto a língua que ao comum dos mortais será quase impossível de aprender. São letras que não temos no nosso alfabeto e que se pronunciam com sons praticamente iguais. Vou-vos contar um episódio que me aconteceu. Estava eu a caminho do Förum onde decorria o Womex e tinha de me deslocar ao centro para poder apanhar o metro com saída neste edifício. Pelo menos assim me disse o meu host de couchsurfing. Pois bem, cheguei ao centro e tinha duas estações possíveis: comboio e metro. Perguntei a uma pessoa onde comprava o bilhete para Förum e disseram-me "Ah para ir para aí não dá para usar metro. Tem de ser de comboio, compra o bilhete ali". Achei estranho mas assim o fiz. Entrei no comboio e meia hora depois ainda continuava a viagem quando me tinham dito que seria uma viagem bem rápida. Entretanto lá aparece a saída Förum. Saio e não havia nenhum edifício. Começo a tentar sondar as pessoas sobre a localização da feira à qual todos me diziam "Não sei de nada aqui". Bem, em desespero liguei ao meu host que depois de se rir um bocado disse "Tu estás noutra cidade. Färum". De verdade??? A minha pronuncia dos dois nomes deu origem a mais de uma hora e meia de viagem desnecessárias, para não falar que cheguei atrasada aos encontros que tinha agendado. Damn! Mas a viagem valeu a pena :) Floresta com uma paleta de cores outonal a mostrarem-me um lado mais natural da Dinamarca que obviamente não temos percepção estando no centro. Garanto-vos que esta foi apenas uma das muitas peripécias provocadas pelo meu sotaque.
Maioritariamente ocupada por bicicletas, e com uma excelente rede de transportes públicos, Copenhaga denota uma organização impar e uma preocupação ecológica visível até nos edifícios verdes que abundam pela capital. E é maravilhoso pedalar pela cidade, percorrendo esplanadas, ruas comerciais (com muitas marcas nacionais que exaltam o talento dos criadores dinamarqueses), e os muitos tea rooms e livrarias que aquecidos no interior convidam a uma pausa para relaxar. Sempre me disseram que os povos nórdicos são frios no trato e muito individualistas, mas sou forçada a discordar. Podem não ter o calor humano que nós portugueses temos, mas estão sempre disponíveis para ajudar e no geral são acolhedores. Confesso que o local que mais atraiu foi Christiania, também conhecida como Freetown. Trata-se de um bairro auto-proclamado autónomo e sustentável, com gestão própria e cerca de 850 habitantes. Inicialmente era uma base militar utilizada durante a II Guerra Mundial, mas após o término dos confrontos foi desmantelada e ficou ao abandono. Anos mais tarde, quiseram recuperar os 34 hectares do bairro e criaram assim uma comunidade artística, com famílias e muitas actividades direccionadas à comunidade. De notar que aqui o comércio de cannabis foi tolerado e portanto nos últimos anos tem havido alguma polémica em torno do bairro, fruto das tentativas governamentais de expulsar os habitantes. Tive a particular sorte de visitar por dentro a Christiania uma vez que a irmã de uma das dinamarquesas que conheci na Bolivia vive aqui. Isto porque os turistas e a sua habitual mania de tirar fotografias a tudo o que mexe não são muito benvindos aqui.
Ficaram com uma ideia da cidade? Bora marcar viagem então. Sugiro que o façam via Frankfurt que foi a tarifa mais barata que encontrei :) Até ao próximo texto!

O regresso aos textos!

Olá a todos, Pois bem, há mais de um ano que não escrevia no blog, posso dizer que 2012 e o primeiro semestre de 2013 foram duríssimos a nível de trabalho e nas poucas horas vagas o que menos me apetecia era sentar em frente ao computador. No entanto, durante a minha última viagem o bichinho voltou e por isso aqui estou, pronta a recomeçar os meus textos sobre viagens. E há tanto em atraso... Tenho que escrever sobre a Dinamarca, Marrocos e Albânia. E tentar recuperar todos os pormenores destas viagens. Vamos a isso? Conto convosco para me fazerem companhia? Obrigado. Beijinhos, Carina, a camomila que ainda continua ao vento

29/04/2011

Um projecto que nasceu a viajar

Quando viajamos a nossa mente fica mais disponível para reflectirmos e analisarmos possibilidades que no dia-a-dia pelo frenesim a que constantemente somos expostos acabam por ficar guardadas numa gaveta.
Pois bem, enquanto estava a viajar percebi que queria dar asas à criatividade e aproveitar as valências que tanto eu como o Simão tinhamos, mas igualmente as valências dos meus pais. A minha mãe há anos que costura, mas o talento sempre foi aplicado em coisas triviais como fazer baínhas ou apertar roupa. Já o meu pai sempre trabalhou com madeira, fazendo móveis à medida e outras aplicações. Reunindo os conhecimentos que eles tinham e os ensinamentos que eu e o Simão tivemos ao longo da nossa viagem - nomeadamente a técnica de macramé - decidimos criar o projecto Self Made.
Disponível em www.selfmadehandicraft.blogspot.com o nosso projecto baseia-se na criação de peças de roupa e acessórios originais, totalmente artesanais e que tenham subjacente o conceito de reciclagem e de protecção do meio ambiente. É um projecto que está a começar a dar os primeiros passos agora que regressamos de viagem, mas que acredito vá ser uma excelente ajuda financeira à minha próxima viagem para a Ásia.
Convido-vos a conhecer o nosso blog da Self Made e a quem tiver oportunidade de se deslocar a Famalicão a estar presente no próximo sábado, dia 07 de Maio, no Cactus para a 2ª Feirinha.
Obrigado pelo apoio :)

24/04/2011

As coisas começam a desenhar-se...

Há muito tempo que andava para vir aqui escrever a quem eventualmente ainda seja meu seguidor, mas por alguma razão não surgia tema e quando surgia não estava conectada a um computador com net e portanto a vontade acabava por desaparecer.
Finalmente hoje deu-me o click e portanto vamos aproveitar a maré :)
Nos últimos dias tenho tido uma súbita vontade de delinear os planos para a minha próxima viagem. Talvez seja a necessidade de ter metas porque afinal de contas sempre tive que ter algo pela qual me esforçar, talvez seja o facto de sentir falta de todo o frenesim de preparação de uma viagem ou simplesmente seja a necessidade de alimentar a minha motivação para essa próxima etapa.
Depois do continente americano, definitivamente a minha mente focou-se na Ásia. Tenho sentido de facto uma ligação ao oriente nunca antes vivida, sinto que haverá algo por lá que preciso conhecer e apesar de tranquila esse bichinho não me sai da cabeça.
Hoje as coisas começaram a desenhar-se um pouco mais...
Percebi que o meu trajecto será Tailândia - Laos - Vietname - Cambodja e caso tenha tempo posteriormente junto-lhe Malásia e Indonésia. Todos os países são próximos geograficamente, culturalmente semelhantes apesar da sua identidade própria, e, sobretudo, baratos de conhecer no meu esquema de transportes públicos locais + alimentação feita em casa + couchsurfing.
O meu vôo sairá de Madrid pela Thai Airlines com direcção a Banguecoque. Estive a ver algumas promoções e isto bem escolhido poderá andar pelos 300€ o que é um preço bem apetecível. A Tailândia, fiquem a saber, é o local mais barato para comprarem posteriores vôos de ligação para outros países.
Decidi igualmente que irei fazer um curso de massagem tailandesa em Banguecoque na Wat Po School, uma das mais reconhecidas escolas na área e que tem a duração de 200horas distribuídas por 5 semanas no horário 09h30 às 16h30. É intensivo, mas tem componente prática e teórica, além de que é bastante completo porque aborda temáticas tão díspares como aromaterapia ou aplicação da massagem thai a crianças com problema de autismo. Definitivamente já sonho com isto...
Devo, ainda, indicar que estou já a aguardar pelas dicas dos meus amigos franceses Marion e Geofrey que no último ano passaram por lá em viagem e em bom inglês "had the time of their lifes". Um beijo grande para eles.
Finalmente a data, estabeleci como data prevista de saída o mês de Abril para poder celebrar o Natal com a minha família bem como os aniversários da minha mãe e pai :)

Beijos e obrigado pelo apoio

14/02/2011

What comes up next?

Tudo o que começa tem um fim e a esse fim segue-se um novo início. Gosto de pensar assim!
Poderia lamentar o facto de ter regressado à rotina, às preocupações do trabalho, à falta de tempo para as coisas que mais gosto, à falta de aventura, ao estar parado no mesmo sítio muito tempo. Mas ao invés disso prefiro sorrir. Prefiro curtir o momento, desfrutar do carinho da família, sentir o aconchego dos amigos, sentir a harmonia de voltar a estar em casa, sentir como é o regresso.
Acho que nunca me senti tão tranquila como me sinto agora.
Não me assusta saber que Portugal está em crise porque sei que as oportunidades de negócio estão aí e basta ser perserverante e dinâmico para dar volta. Não me assusta o frio porque depois dele vem o calor. Não me assusta a rotina porque como disse depois dela virá nova aventura. Então o que há a fazer? Viver o momento, sorrir à vida para que ela nos retribua com outro sorriso.
Antes quando me perguntavam "Como estás?" respondia "Vai-se andando". Agora respondo "Estou óptima" e perguntam-me "Estás tão feliz porquê?". Eu rio-me e digo "Tenho alguma razão para não estar óptima?" :)
Na vida tudo tem a ver com a intenção que damos às coisas acreditem.
Portanto o que vem afinal de seguida?
Na verdade não sei e gosto de não saber!
Sei que tenho de voltar a amealhar o combustível necessário a qualquer viagem, dinheiro, e que para isso tenho de trabalhar. Portanto estou a tratar dessa questão dando pequenos passos todos os dias. Até agora está a correr bem devo confessar. Lá está a intenção das coisas :P Por outro lado, poupo nos bens e serviços superficiais. Isto de viajar torna-nos bem mais comedidos nos gastos o que é excelente.
Sei também que enquanto cá estou quero mimar ao máximo aqueles de quem senti falta durante a viagem. Estou também a fazê-lo.
Sei que quero voltar a viajar e que o quero fazer este ano. Portanto mediante as economias que tiver decido o destino. Existem tantos possíveis e apetecíveis que na altura decidirei.
Sei, ainda, que quero continuar forte e motivada como estou. Então o que faço? Não dou importância às coisas pequenas, não gasto energia em coisas desnecessárias, dedico parte do meu dia a mim mesma e às coisas que gosto de fazer, leio, escrevo, inspiro-me noutros viajantes que continuam a caminhar de mochila às costas.

09/02/2011

Uma viagem de intercâmbios

Há muito estava para reescrever no blog, mas o tempo tem faltado nos últimos dias com tantos jantares de boas-vindas e conversas saudosas.
Foram seis meses a percorrer milhares de quilómetros no continente americano com o sangue a pulsar forte e a mente mais clara que nunca. Seis meses onde coleccionei experiências, aromas, sensações, fotografias, músicas, mas sobretudo intercâmbios.
Uma vez, na praia de Santa Monica num meeting de couchsurfing, um viajante como eu disse-me "o melhor de viajar é conhecer os viajantes" e não poderia estar mais de acordo agora que a primeira fase da viagem terminou. Durante este período, conheci pessoas maravilhosas, com histórias de vida que se podem tornar verdadeiras inspirações, pessoas que me fizeram enxergar o lado positivo da vida, que me fizeram reacreditar nos sonhos, e que incrivelmente senti conhecer desde sempre.
Provenientes de todos os continentes, mas maioritariamente da Europa – talvez pelo hábito antigo do ano sabático após a conclusão da universidade – os muitos viajantes que como eu renunciaram à rotina e decidiram colocar mochila às costas para explorar o mundo ficam de facto na memória. Cada um com o seu jeito especial de encarar a vida, cada um com a sua personalidade. São amigos que agora recordo com grande saudade, mas que certamente vou reencontrar numa das muitas trilhas a percorrer.
Antes de ter decidido viajar lembro-me que estava desiludida com a Humanidade. Triste com o comportamento individualista das pessoas. Pela minha profissão de assessora de imprensa tinha necessidade de estar constantemente actualizada por isso todos os dias consumia em grande escala imprensa nacional e internacional. Contudo, o sensacionalismo que marca a realidade da comunicação social actual acabou por me impor uma depressão mental e uma falta de confiança brutal nas pessoas.
Depois desta experiência que foi viajar, sem compromisso, sem horários, devo dizer que nunca me sentir tão emocionada com o comportamento das pessoas. Há realmente seres humanos maravilhosos espalhados por este planeta Terra e não importa a sua proveniência mas sim a sua harmonia com o mundo envolvente. Ao longo dos vários posts que fui postando falei de algumas dessas pessoas que marcaram a minha viagem e que ficam no coração.
Viajem, inspirem-se, confiem. O mundo é belo :)

17/01/2011

Umas férias da viagem

Depois de três meses na "estrada", com uma mochila às costas, decidi fazer aquilo a que chamo "tirar umas férias da viagem" que é uma expressão para dizer que a mochila com que caminhamos por um dos maiores paises da América do Sul, o Brasil, e Bolívia, descansou finalmente por mais que cinco ou seis dias numa morada fixa.


Assim, estou hospedada na Quinta das Lagoas, em Guarajuba - a casa que o Francisco humildemente me emprestou :) um muito obrigada uma vez mais - e por aqui perto tenho passado os meus dias curtindo o sol, a piscina, a praia, a tranquilidade, o descanso.
Para não falar que o contacto com a vida animal não poderia estar a ser mais próximo. Há dois dias atrás estava a entrar no quarto e o que estava bem visível na parede? Uma aranha caranguejeira que mais parecia uma tarântula super venenosa pronta a picar-me eheh. Apanhei um susto descomunal e desde então ando meia desconfiada sempre que abro portas ou ando no escuro. Hoje vou a vez de tomar pequeno-almoço na companhia de uns amistosos macaquitos que têm um focinho adorável. Deixou-me de bom humor para o resto do dia. Só espero não ter agora um encontro de terceiro grau com uma serpente das muitas venenosas que por aqui existem.


Bom como anteriormente escrevi posts sobre o litoral norte da Bahia não vou voltar a debruçar-me sobre ele, falarei antes do quanto este tempo de descanso tem sido bom para reflectir sobre o que quero de seguida. 6 meses fora do nosso "habitat" deixam-nos espaço de manobra para questionarmos o que queremos da vida, o que nos faz feliz, quais os objectivos seguintes. A minha conclusão é que quero continuar a acordar de sorriso na cara, quero continuar a evoluir como ser humano, quero continuar a relacionar-me com as pessoas numa base de partilha, quero continuar a descobrir o que há por aí, para além das barreiras que são o que empiricamente já experienciamos. Então várias cenários surgem: encontrar um emprego em Portugal onde tenha um horário de expediente, uma rotina e pouca autonomia, mas por outro lado estabilidade financeira, possibilidade de amealhar dinheiro para uma próxima viagem, progressão na área profissional e tempo para voltar a estar com a família e amigos; há também a possibilidade de encontrar um emprego freelancer e ficar a trabalhar à distância o que me permitiria continuar a viajar no imediato; poderia também ir para outro país, preferencialmente Estados Unidos ou Brasil, e aproveitar a energia que aquiri viajando em projectos profissionais interessantes, seria viajar e trabalhar em simultâneo. Dificil né? Por isso bem que preciso deste tempo hehe :)
Bom enquanto penso e não penso desfruto desta qualidade de vida.
Amanhã sigo para Salvador e daí para Itaparica, uma das várias ilhas do litoral sul da Bahia celebrar um aniversário ao estilo brasileiro.

12/01/2011

Camomila ao Vento na Rua de Baixo

Como sabem a Camomila ao Vento tem uma rubrica no site Rua de Baixo onde relato um pouco mais da minha experiência em viagens. A quem estiver interessado em ler basta ir até www.ruadebaixo.com e procurar na secção culto pela Rubrica Camomila ao Vento.
Obrigada aos meis leitores :)

31/12/2010

Sorata, um refúgio a 3 horas de La Paz

Sorata é definido pelos viajantes como sendo o local ideal para relaxar depois de uma passagem pelo grande centro urbano que é a cidade de La Paz.
Localizado a cerca de 3 horas e meia de viagem, em mini-van, este pedaço de natureza é realmente um recanto pacífico, abraçado por montanhas e pelo Monte Illampu normalmente coberto de neve. O seu clima é temperado, propício aos mosquitos, contudo durante a nossa passagem fomos massacrados com chuva e mau tempo o que nos impediu de descobrir Sorata da forma que queriamos. Recordo que a época das chuvas já começou em força como tal não nos podemos queixar.


Seja como for, ficamos hospedados bem no centro da vila dispostos a fazer algumas caminhadas e a aproveitar estes dias para reconectar energias com a mãe natureza. Assim fintamos a chuva e num dia de manhã iniciamos uma pequena trilha por entre os vales de encontro ao rio. Devo dizer que a paisagem é fenomenal, aliás já tinha saudades deste contacto tão próximo e harmonioso com a natureza. Flores de todas as cores, a resplandescerem vida, galinhas, javalis e todo o tipo de animais ditos domesticados a correrem livres e selvagens, com todos os sons da natureza a cantarem nos nossos ouvidos foi uma dádiva que há muito ansiava. A parte má foram os mosquitos que em apenas alguns minutos me devoraram os braços como loucos.



Em Sorta há um outro highlight imperdível, trata-se da Gruta de San Pedro. Através de um treking de 12 km chega-se a esta caverna, habitada por seres das trevas - leia-se morcegos -, e com sorte talvez se possa banhar nestas águas gélidas que quase não vêm a luz do dia.
Infelizmente, devido ao tempo, não houve possibilidade de fazer muito mais como por exemplo escalar o Monte Illampu, contudo recomendo entusiasticamente esta paragem.

25/12/2010

Natal com cheirinho a Bolívia

A quadra natalícia é sempre sinónimo de reunião familiar e de alegria junto de quem mais gostamos. Contudo, estando a viajar esta data assume um espírito diferente porque as pessoas de quem mais sentimos falta estão longe e inacessíveis.
Assim, e a convite de uma carinhosa família boliviana, ficamos em La Paz para celebrar a noite de 24 de Dezembro e o dia de Natal, depois de uma semana de hospedagem em regime couchsurfing.

Durante o dia o skype e o facebook foram os nossos melhores amigos de forma a podermos compartilhar, ainda que à distância, os votos de uma boa festa e podermos apagar um pouquinho das já muitas saudades de casa e dos amigos.
A noite essa começou pelas 23h00, depois da missa tradicional, com perú recheado, muito vinho e um bom pão de ló português para nos aproximarmos das nossas raízes culturais. Houve troca de presentes, troca de palavras amigas, músicas de Natal e sobretudo carinho distribuído por todos.

Agradeço ao Jorge e à Velma por nos receberem em nossa casa como seus filhos, à Cláudia por toda a simpatia e amizade, mas sobretudo ao Sérgio Parrado de couchsurfing sem o qual nada disto teria sido possivel.
Espero um dia retribuir :)
Não posso contudo terminar o post sem mencionar a grandiosa prenda que o meu irmão me deu: "Into my arms", tema de Nick Cave and The Bad Seeds cantado via skype. A letra é linda e simbólica e sem duvida este foi o melhor presente que poderia ter recebido vindo da parte dele. Obrigada.

Um beijinho e feliz Natal a todos.

20/12/2010

Copacabana, um dos chackras do Planeta Terra

Depois do burburinho e da multidão que assola a cidade de La Paz, decidimos ter como próxima paragem um destino mais tranquilo e de preferência em harmonia com a natureza. Como tal seguimos em direcção ao Peru para junto do famoso Lago Titicaca,com mais de 8000Km2, considerado por alguns especialistas como um dos 7 chackras do nosso planeta Terra. A cidade escolhida foi Copacabana, localizada a 3.841 metros acima do nível do mar e a 155 Km de La Paz.
Copacabana é turístico, sem dúvida, mas apesar de tudo é relaxante. E digo isto porque ter como horizonte o enorme lago rodeado de terra e montanhas depois de termos passado mais de um mês sem ver tanta água junta é uma visão tranquilizante. E a acrescentar a isto esta é uma região onde o clima é temperado por isso convida a um almoco descansado numa esplanada admirando a vista. É verdade, finalmente comi peixe. Truta para ser preciso, acho que já nem me lembrava do sabor hehe
Bom, a cidade de Copacabana convenhamos não tem muito para se ver com excepção da Igreja da Nossa Senhora da Copacabana que está localizada bem no centro, próximo do ponto onde páram os autocarros, e da avenida principal que vive repleta de artesãos e viajantes e que é um excelente sítio para fazer compras sobretudo nesta altura natalícia. Os preços incrivelmente são mais baratos aqui que em qualquer outra cidade boliviana onde estive.

Mas não há dúvidas que quem vem a Copacabana vem com o propósito de conhecer a Isla del Sol. Segundo a lenda andina, foi nas águas do Titicaca que nasceu a civilização inca. O "deus Sol" instruiu seus filhos, Manco Capac e Mama Ocllo, para procurarem um local ideal para seu povo e esse local viria a ser esta ilha. Ainda hoje existem ruínas, bem como o escadario em pedra, que comprovam a presença dos Incas que entre os séculos XII e XVI governaram esta região.

A Isla aparece dividida entre Norte e Sul. No Norte estão as ruínas dos templos usados para cerimónias e a sul inicia o escadario inca bem ladeado por duas estátuas dos dois filhos do "deus sol" com as suas coloridas vestes. A caminhada entre o Norte e o Sul demora em média umas duas horas e meia mas é o principal atractivo da ilha porque as paisagens a que temos acesso durante o treking são simplesmente fantásticas. A flora por sua vez lembra-nos de Portugal, centenas de eucaliptos espalhados por todo o lado num solo árido, consumido pelo tempo. Toda a ilha permanece habitada pelos povos uros, descendentes dos incas e que vivem, em geral, da pesca e da agricultura das margens do lago, ou do turismo.



De Copacabana poderiamos ter ido para o Peru ou regressar para La Paz. Optamos pela segunda, ao contrário dos planos iniciais, porque o Peru é gigante e ao contrário da generalidade dos turistas não queremos ir apenas a Cuzco, Nazca e Lima, queremos ir ao Norte. Portanto deixaremos para uma próxima oportunidade e por agora vamos para Norte ao som de "Welcome to the jungle" dos Guns n Roses :P

16/12/2010

De encontro à cultura Tiwanaku em La Paz

A cidade de La Paz é uma das mais turísticas de toda a Bolívia, contudo nela se escondem algumas das mais importantes histórias do país, bem como algumas das mais imponentes paisagens desta viagem.

Capital administrativa boliviana, La Paz é uma cidade muito grande que merece ser visitada devagar para que nenhum pormenor escape. Para tornar a experiência ainda mais interessante enviei alguns pedidos de couchsurfing e felizmente obtive uma resposta positiva de um casal que vive na parte sul da cidade. Assim, e na companhia de um casal de couchsurfers franceses também aqui hospedado iniciamos a nossa longa travessia por La Paz.


No centro da cidade há muito que visitar, mas o mais fácil é começar pela Paseo del Prado, também conhecido com Avenida 16 de Julio. A partir daqui temos acesso a todos os pontos de referência, nomeadamente a Catedral de San Francisco e o Museu de Oro, que comprovam a abundância de minerais ricos neste país. Toda trabalhada em pedra e abundantemente recheada de ouro, esta catedral está localizada bem no final da Rua Sagarnaga onde estão todas as lojas de artesanato e agências de turismo para comprarem o vosso tour para o Caminho da Morte. Na verdade, deixei esta aventura para depois de Copacabana porque vou regressar aqui para o final de ano.
Numa das perpendiculares da Rua Sagarnaga fica o famoso Mercado das Bruxas (Witches Market) onde se podem comprar as mais estranhas coisas como esqueletos de lamas que servem para se enterrar nos quintais como forma de obter sorte nos cultivos, estimulantes naturais de libido, pós e unguentos para atrair sorte, amor, dinheiro e outros. Até San Pedro, os cactus carregados de mescalina, podem ser aqui adquiridos a baixo preço replicando assim as experiências que os incas habitualmente tinham na natureza.

É igualmente fascinante visitarem o Parque Mirador Laikakota e o Mirador Killi Killi de onde têm uma visão estonteante da cidade. La Paz para quem não sabe fica localizado bem no centro das montanhas e é impressionante perceber a sua geometria, ladeada por uma natureza densa e rochosa.
A 72 km da cidade de La Paz ficam as Ruínas de Tiwanaku, um complexo arqueológico em recuperação que inclui templos subterrâneos, monólitos, museus com artefactos recolhidos nesta região, pirâmides e ainda Puma Punku, uma estrutura constituída por pedra líticas onde se encontram grampas metálicas de cobre e cuja explicação para os seus perfeitos cortes é muitas vezes remetida para ajuda alienígena. De realçar que as pedras usadas para muitas das estruturas visíveis em Puma Punku são originárias de uma região que dista mais de 200 km pelo que também o seu transporte é questionado ainda hoje. No mesmo complexo fica ainda a famosa Puerta del Sol, com cerca de 10 toneladas, conhecida a nível mundial como um dos exemplos da perfeição que a cultura Tiwanaku alcançou. No passado a mesma encontrava-se revestida de barras de ouro.




A caminho de Tiwanaku fica a vila El Alto. Trata-se de um pequeno povoado, marcadamente indígena, onde normalmente se pode assistir a rituais satânicos. Há também uma feira, todos os domingos, que vale a pena visitar, se possível no retorno da visita às ruínas.
Não posso deixar de falar do Valle de la Luna. Situada em La Paz, a uns 30 minutos de viagem desde o centro, este local consiste num conjunto de formações rochosas que por força da erosão da água e do vento se assemelha à superfície da lua. Nestas rochas podem observar as mais diversas figuras como uma tartaruga, uma dama com um sombrero e até mesmo a figura do diabo.


Como referi em cima não fiz ainda o Caminho da Morte, a estrada que une La Paz a Coroico e que é catalogada como uma das mais perigosas do mundo, contudo e a convite de um grego que conheci na viagem decidi ir até Coroico para uma experiência com San Pedro. Coroico é simplesmente um paraíso à espera de ser visitado. Com uma vegetação e clima tropical, este pedaço de céu reúne uma grande variedade de aves e mamíferos selvagens, bem como uma flora de cortar a respiração. Montanhas carregadas de coca, com cores e formas variadas, e poços naturais de água que brotam do seu ventre fazem-nos pensar no quanto é importante mantermos o equilibro com a natureza.



Aqui consegui esse equilíbrio e sinto-me feliz.

08/12/2010

Uyuni, o maior deserto de sal do mundo

A Bolívia é feita de records. Se antes de Uyuni estivemos na mais alta cidade do mundo, Potosí, o destino seguinte foi a maior planície salgada do mundo com 10 biliões de toneladas de sal, espessura de 120 metros e altitude de 3650 metros. Mas o tour ao Salar de Uyuni contemplou ainda outras maravilhas da natureza como desertos de areia, lagoas coloridas, vulcões, geysers e muito mais.
Pelos muitos perigos que uma aventura como esta acarreta foi necessário adquirir o pacote de visita ao Salar numa agência. Escolhemos a Andes Salt Expedition por recomendação de outros viajantes e a verdade é que não podíamos ter dito mais sorte quer com a cozinheira e guia, quer com o grupo de 4 pessoas que nos acompanhou nesta jornada.
Assim, pelas 11h00 da manhã arrancamos em direcção ao cemitério de comboios. A linha ferroviária onde os mesmos estão estacionados há décadas foi no passado a mais importante via de exportação de minerais, principal recurso natural da Bolívia. Daqui seguimos para um povoado chamado Colchani onde observamos o processo milenar de refinação do sal. Basicamente, as toneladas de sal extraídas do salar são colocadas num forno para que a água se evapore e posteriormente são misturadas com iodo para eliminar impurezas. No final desta operação o sal está pronto a ser embalado e consumido.

A viagem continuou agora em direcção aos Ojos de Sal já em pleno Salar de Uyuni. A coloração branca do sal estende-se por quilómetros e quilómetros e é uma verdadeira tentação para quem quer dar largas à imaginação junto da câmara fotográfica. Estes ojos de sal que fomos visitar são pequenos buracos cheios de água fria salgada que se encontram no deserto e que reflectem a intensa actividade vulcânica que aqui existe e que foi a responsável pela criação deste salar, anteriormente tido como mar.


A próxima paragem seria a Isla del Pescado. Esta ilha é um habitat de cactos com centenas de anos (a cada 100 anos o cacto cresce um metro), mas também a morada de muitos lamas e pequenos coelhos. A ilha é fascinante e permite-nos ter uma ideia da grandiosidade deste deserto. Foi aqui que almoçamos e que podemos voltar à sessão fotográfica.

O primeiro dia do tour terminou com uma visita ao local de onde são extraídos os blocos de sal necessários para a construção dos hotéis de sal e outros edifícios aqui erigidos. Nesta região para além do sal abundam minerais como zinco, lítio, magnésio e bórax.
O segundo dia do tour começou pelas 07h00 da manhã e teve como primeira paragem o povoado de San Juan, onde observei de perto a vida natural e o comportamento sexual dos lamas. Hehe. Sabiam que se deixarem 100 lamas livres numa área selvagem, após 3/4 anos eles se multiplicaram para 400? Haja actividade! Bom, muitos quilómetros à frente paramos junto de alguns vulcões inactivos para observar as formações rochosas criadas a partir da lava quente expelida em tempos por estes deuses da natureza. Na verdade, em todo o salar apenas um dos vulcões continua em actividade.
Seguem-se as Lagunas Hedionda, Charcota, Honda e Ramaditas, onde abundam os flamengos coloridos que se alimentam de pequenos seres existentes nestas águas. Aqui há muitos minérios, mas felizmente os mesmos não podem ser extraídos porque se encontram localizados numa área protegida. Estas aves procuram a Bolívia durante este período do ano e quando inicia o Inverno refugiam-se em áreas mais quentes como a Argentina ou o Chile.




Da parte da tarde, entramos no Deserto de Siloil, um deserto onde existe uma mistura de sal, terra e areia. É aqui que fica a famosa Arbol de Piedra, uma formação rochosa que se assemelha a uma árvore mas que infelizmente não dá frutos :P Neste local as formações rochosas são um incentivo à imaginação porque podemos ver nelas as mais diferentes figuras.

A viagem deste segundo dia terminou na Laguna Colorada, bem avermelhada pelos minerais que aqui existem. Nesta noite pernoitamos num refúgio, onde a electricidade apenas está disponível entre as 19h00 e as 21h00 e não há direito a banho porque não há água.

O terceiro e mais cansativo dia do tour começou ainda de madrugada, pelas 04h30. O ponto de partida foram os geysers e o magma incandescente que confirmam que a actividade vulcânica está presente. O frio a esta hora da manhã é estupidamente exagerado e até o sol nascer e nos presentear com o seu poder foi bater o dente vertiginosamente. Este último dia teve como paragens o Deserto de Salvador Dali, assim baptizado por se assemelhar em muito a uma das pinturas do espanhol, bem como a famosa Laguna Verde que adquire uma tonalidade esverdeada devido aos minerais que contém, mas para a vermos nesta cor é necessário que haja algum vento, coisa que só acontece da parte da tarde. Terminamos com o Valle das Rocas, um local com formações rochosas igualmente estranhas e de muito poder criativo.


Devo dizer que este tour superou em muito as expectativas e que me sinto uma felizarda por ter tido a oportunidade de o visitar. Aos que nunca tiveram a oportunidade de lá ir espero que as imagens falem por si :)

03/12/2010

No topo do mundo, Potosí

Quando decidimos ir a Potosí tínhamos como referência que esta é a cidade mais alta do mundo, localizada a cerca de 4.000 metros de altitude. Como tal, a estrada entre Sucre e Potosí é belíssima porque nos permite diversos olhares sobre a cordilheira dos Andes. A viagem é curta, nada mais do que 3 horas, portanto o ideal é fazê-la de dia para observar a imponência destas montanhas.


Por estar tão alta, Potosí é uma cidade fria durante a noite e quente durante o dia. Por outro lado, a altitude elevada provoca algumas dores de cabeça e alguma fadiga porque o ar é mais rarefeito. A solução é beber mate de coca ou então mastigar folhas de coca para poder dilatar os vasos sanguíneos e assim diminuir a pressão.
Historicamente, a cidade de Potosí é uma das mais importantes da América do Sul. Devido às muitas montanhas que aqui existem a quantidade de minérios é abundante, sobretudo de prata e estanho. Assim, durante o período colonial, escravos trazidos de África, mas também milhares de indígenas foram obrigados a trabalhar dia e noite nas minas de forma a financiar todo o império espanhol. A mina mais importante está localizada no Cerro Rico, do qual é possível ter uma vista deslumbrante de todo Potosí e dos Andes. Ainda em funcionamento, esta mina é conhecida como a Montanha que come homens vivos porque durante o período colonial morreram aqui mais de 8 milhões de mineiros. É uma realidade bem dura a que ainda hoje se vive nesta região. Homens de todas as idades, mas infelizmente também crianças (apesar do número ter vindo a diminuir devido à intervenção de ONG de todo o mundo) labutam todos os dias, por vezes 24 horas seguidas, alimentando-se de folhas de coca para se manterem acordados, diminuírem a fome e terem mais energia. Apesar de ser algo cultural, porque não existem muitas outras oportunidades de trabalho a quem não tem estudos, o que é certo é que nenhum destes homens vive acima dos 50 porque a elevada exposição ao pó dos minérios acaba por provocar lesões irreversíveis nos pulmões. É também curioso perceber que os mineiros que aqui trabalham embora religiosos convictos fazem oferendas ao diabo no interior das minas como forma de se protegerem contra explosões e outros perigos que aqui existem diariamente. Dizem que fora das minas o protector é Deus, mas no interior das minas quem manda é o diabo. Para o efeito em cada mina existe uma imagem de uma espécie de belzebu, à qual chamam de El Tio, e que diariamente recebe oferendas como folhas de coca, bebidas alcoólicas, cigarros entre outros. Quando a extracção de minério está fraca sacrificam um lama atirando o seu sangue contra a entrada das minas como forma de satisfazer “El Tio” de sangue para que não sacrifique as vidas humanas dos trabalhadores. Sugiro a quem não teve a oportunidade de visitar uma destas minas que veja o filme “The Devil’s Miner”, é chocante mas mostra a realidade nua e crua como ela é.


Para além das minas que são indubitavelmente a principal atracção da cidade, Potosí é igualmente famosa pelo seu Museo de La Casa Nacional de la Moneda. Com uma duração média de duas horas, a visita a este museu permite-nos passar em revista todo o processo de extracção de minérios das montanhas do Cerro Rico, a fundição dos respectivos minérios e a consequente produção de moedas que eram utilizadas para trocas comerciais desde o período colonial até ao início do século XX. Se inicialmente as moedas tinham formas irregulares porque as máquinas existentes eram pouco precisas à medida que os anos foram passando a Suíça desenvolveu um modelo chamado Maquina Laminadora de Metal cuja força motriz eram os cavalos e mulas. Devido à altitude, frio e excesso de esforço estes animais não viviam mais do que 70 dias. O museu reúne ainda uma colecção de minerais da América do Sul, bem como uma colecção de objectos de prata existentes em diversas igrejas bolivianas e finalmente uma colecção paleontológica que apresenta desde utensílios de cerâmica de tribos indígenas a múmias de crianças que estiveram armazenadas numa igreja boliviana durante séculos.

O centro da cidade é também bonito de se visitar. A praça principal, apelidada de Plaza 10 de Noviembre, apresenta várias esculturas banhadas em ouro bem como um instrumento musical que caracteriza o lado folclórico e cultural deste povo. Junto à praça está também a imponente Catedral de Potosí, com muita arte sacra para apreciar, bem como o Mercado Central, a opção mais acertada para almoçar ou comprar produtos regionais.


Realço que Potosí está de momento a comemorar o seu bicentenário pelo que a cidade está em festa, com uma programação cultural mais forte. Com os Andes como cartão-de-visita a viagem prossegue em direcção à maior planície salgada do mundo, o Salar de Uyuni. Serão três dias de expedição para não mais esquecer.